Rio perde voos diretos para os Estados Unidos.

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Com queda na demanda, empresas apostam em rotas sem escalas só na alta temporada

A recessão e a crise fiscal fizeram a oferta de voos ligando o Rio de Janeiro aos Estados Unidos encolher, com perda de linhas para outros mercados mais rentáveis no país ou no exterior. A partir de março de 2019, por exemplo, não haverá mais opção de voo direto Rio-Nova York. Os números mostram, contudo, o aumento dos voos sazonais, aqueles operados apenas na alta temporada.

Dólar é o fator de maior preocupação.

A American Airlines, única que mantém o voo regular para Nova York saindo do Galeão, anunciou que vai tornar a linha sazonal a partir de março. Em agosto, o voo, que hoje é diário, passará a ser operado cinco vezes por semana. No fim do ano, volta para sete vezes para o período de férias, sendo desativado na sequência. O voo Rio-Dallas, que a empresa aérea americana retomou, depois de anos, nas últimas férias (entre dezembro e março) não será retomado.

A American vai reduzir outras linhas que opera no Brasil, como Belo Horizonte-Miami, que será suspensa, e uma dentre três de São Paulo e a cidade da Flórida, a partir de agosto. O Rio sofre em particular pela situação do governo do estado, a crise no setor de óleo e gás, impactando o turismo de lazer e o de negócios. Agora, temos também a alta do dólar. Tudo isso afeta a economia da cidade, com menos gente voando

Viagem até 4 horas mais longa.

Com as mudanças previstas nos números de voos diretos, o carioca será forçado, dependendo do destino escolhido, a fazer conexão no Brasil ou nos EUA. Quem sai do Rio para Nova York hoje pode voar direto com a American Airlines, num percurso que leva dez horas. A partir de março do próximo ano, a viagem feita com a mesma companhia aérea teria de ser por Miami, com duração de 14 horas e 17 minutos, incluindo 2 horas e 25 minutos de conexão. A alternativa seria parar em São Paulo, com um percurso de 13 horas e 15 minutos, incluindo 2 horas e 20 minutos em Guarulhos.

Com dois voos diários para os EUA partindo do Aeroporto Internacional do Rio para Miami e três frequências semanais para Orlando, a Latam desativou a linha do Galeão para Nova York no ano passado. A Delta, que voa diariamente entre Rio e Atlanta, passou a voar para Nova York em dezembro passado, mas é operação sazonal, também em razão da demanda. Será retomada no fim do ano.

Com a Delta, uma opção para chegar a Nova York é seguir por Atlanta, ampliando a viagem a 13 horas e 24 minutos, com 1 hora e 30 minutos de conexão. Ou por são Paulo, levando 14 horas e 18 minutos.

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